Empatia e Rejeição , gêmeas nascidas em um vilarejo modesto onde a vida pulsava na interdependência, receberam seus nomes antes mesmo de aprenderem a falar. Desde o berço, já revelavam contrastes: Empatia sorria com facilidade, enquanto Rejeição, arredia, aceitava apenas o seio esquerdo da mãe o direito, jamais. Chorava, fazia caretas, se debatia com veemência, rejeitando-o a ponto de nem lançar um olhar. Com o passar dos anos, chegaram à escola. E como era de se esperar, os traços se mantiveram: Empatia colecionava amizades com naturalidade; Rejeição, sempre alerta, mantinha distância. Num passeio escolar à floresta, onde havia uma pequena cabana, o contraste se fez ainda mais evidente. Rejeição recusava-se a entrar, desconfiada e retraída, enquanto Empatia aguardava com brilho nos olhos a sua vez de explorar o lugar. Contudo, a visita à cabana valia pontos preciosos para a nota final, e Rejeição, contrariada, entrou apenas para cumprir o protocolo. No interior simples, u...