Plataformas humanas não diferem tanto dos meios corporativos: ambos exigem empenho, tempo e dedicação. Tudo isso está ligado à lógica da espera, pois nada acontece de um dia para o outro. São investimentos de médio e longo prazo. Toda pessoa vencedora já enfrentou perdas, mas não desistiu; aprendeu com os erros, fez as correções necessárias, reinventou-se e seguiu em frente até alcançar a vitória.
No ambiente corporativo, muitas empresas passaram por dificuldades, algumas até enfrentaram processos judiciais. Refizeram planejamentos, atualizaram planilhas de gastos, mudaram gestões e, com muito trabalho e disciplina, evitaram a falência. Conosco acontece de forma semelhante: às vezes entramos em crise e precisamos tomar a difícil decisão entre vencer ou perder. Se escolhemos vencer, que é o caminho lógico, assumimos a missão de nos reinventar, rever conceitos, elaborar uma nova “planilha da vida” e agir com determinação.
Plataformas humanas podem parecer convencionais diante da inteligência artificial, que oferece respostas e soluções imediatas. No entanto, se não somos tão rápidos quanto as máquinas, somos mais racionais. O grande inimigo dos nossos projetos é, sem dúvida, a pressa. Talvez faça parte da própria natureza humana essa urgência constante e, pior ainda, cada um à sua maneira.
Algumas empresas, ao esquecerem a necessidade de atualização, insistiram em gestões ultrapassadas, auditorias tendenciosas e direções duvidosas. Nesse cenário, o futuro inevitável é a falência. Já aquelas que ousaram sair do convencional, apostaram em investimentos, realizaram pesquisas de mercado e perceberam o risco da obsolescência, agiram com determinação. Essas empresas cresceram e se transformaram em verdadeiras potências.
Vale lembrar que essas empresas são conduzidas por nós humanos, que podemos colocar em prática a fórmula do sucesso em nossas vidas, nos reinventar e atualizar a nossa gestão pessoal, fazer uma auditoria na nossa planilha de costumes, e sair da mesmice. Esse também é um investimento pessoal a curto e médio prazo, quem fizer as pressas poderá encurtar a nossa aceitação pessoal na sociedade.
Após identificar a carência de mudança, elaborar um plano de recuperação identificado com as reais necessidades, nem que esse processo seja lento e doloroso, mas precisamos executar e acompanhar criteriosamente. Abandonar o quesito melindre, aceitar que é preciso mudar. Talvez o mais desafiador seja encarar que em nossas auditorias pessoais detectamos pessoas as quais precisamos nos distanciar, não podemos hesitar nem colocar em risco os nossos planos de mudança. Mas devemos fazer isso com cautela, consciência e critério, assim evitaremos constrangimentos ou conflitos.

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