12 de fev. de 2026

Prazo de Validade

 


O prazo de validade não é apenas uma questão comercial, em que produtos vencidos deixam de ser vendidos por não atenderem às exigências de uma sociedade moderna e organizada. Na prateleira da vida, também existem milhares de pessoas consideradas “fora do prazo”, e o mais preocupante é que, enquanto os produtos físicos são submetidos a uma fiscalização rigorosa, o acompanhamento da validade humana é tratado com muito mais suavidade e descaso.

O que precisamos, acima de tudo, é conscientizar a sociedade de que o bem mais precioso não está nas prateleiras, mas em nós, seres humanos. A partir dessa percepção, podemos exigir dos governantes maior atenção e responsabilidade, ao mesmo tempo em que assumimos o compromisso de fiscalizar nossa própria “validade”. Isso começa pelo cuidado com a saúde física e mental, pela defesa ativa dos nossos direitos e pela recusa em aceitar qualquer forma de indiferença ou descarte. Afinal, não somos produtos, somos vidas que merecem respeito e dignidade.

O que fazer? Evitar a inatividade, cuidar do corpo, alimentar a mente com boas leituras, participar de grupos que estimulem a interação, reciclar hábitos e atualizar o nosso “código de barras”, que nada mais é do que o convívio social. Afinal, à medida que perdemos a jovialidade, ganhamos experiência e esse detalhe é fundamental diante das críticas constantes ao público jovem. Eles são os novos “produtos”: ainda sem marcas renomadas, mas merecedores de atenção, confiança e incentivo.

Um exemplo concreto pode ser visto ao analisarmos a evolução dos veículos: dos modelos obsoletos do passado aos atuais Flex, Híbridos e Elétricos. O mesmo ocorre com a televisão, que passou do controle remoto com fio para a modernidade do Wi-Fi, sem falar nos avanços extraordinários da ciência e da tecnologia. Diante disso, como criticar ou comparar gerações anteriores com a nova? Cada época carrega seu próprio valor e significado, tudo acontecendo dentro do “prazo de validade” do tempo, que confere importância especial a cada momento vivido.

Não devemos nos julgar melhores nem piores, salvo raríssimas exceções. Nos produtos físicos, é essencial que continuemos atentos ao prazo de validade; já em relação a nós, seres humanos, o ideal é começar pela autoavaliação. Precisamos reduzir o excesso de crítica e compreender que não somos mercadorias com cupom fiscal o que deixa claro que não somos proprietários de ninguém, e esse detalhe não pode ser ignorado. No mercado de bens materiais existem trocas, desistências e até resistências, mas, ao final, tudo se resolve em aceitação.

Quanto a nós, seres humanos, no momento em que o ego se tornar menor e a aceitação diante das escolhas, mudanças e valores alcançar um nível mais elevado, estaremos trilhando um caminho de crescimento. Só então seremos mais valorizados e conscientes. E aqueles que se recusarem a cruzar os braços, que lutarem por dias melhores, talvez recebam até uma espécie de “Garantia Estendida”: o reconhecimento de que sua perseverança fez diferença.


"O conhecimento é um farol na escuridão"

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