No alto da torre nada acontece sem que seja registrado poe ela. O curioso é que ninguém a vê; se a enxergassem, tomariam precauções para não ficarem expostos. A torre permanece ativa em tempo integral. Como um farol que guia navegantes, ela emite sinais, múltiplas formas de comunicação percebidas apenas pelos mais atentos.
Quantas vezes ela nos barra o caminho, obrigando-nos a mudar de rota? São sinais que se fecham, pessoas que surgem em nossa direção, encontros inesperados com amigos, obstáculos que nos forçam a desviar. Cada atraso, cada desvio, tudo faz sentido para o observador que vigia do alto da torre.
Muitas das vezes em que você parou para observar algo, certamente foram avisos, lembretes ou orientações, repetidos até que pudesse compreender. Há quem atribua ao acaso ou à falta de sorte os desencontros no trabalho, no amor ou nas amizades. Mas, na verdade, muitos caminham olhando apenas para cima, enquanto outros preferem andar descalços, recusando as sandálias da humildade. Quando os pés ardem, culpam o asfalto.
Há também aqueles que usam calçados isolantes, incapazes de sentir a terra sob si, e é justamente aí que tropeçam. Ainda assim, sempre existe um guardião oferecendo ajuda. O curioso é que a maioria recusa esse auxílio, como se não percebesse o valor da mão estendida.
Seja um voluntário da torre, atuando de forma efetiva e também afetiva. E, para aqueles que ignoram sua existência, assuma o papel de farol: ilumine os caminhos, renove sua energia e torne-a renovadora para os outros.
Mas é importante deixar claro: no alto da torre, tudo o que acontece aqui embaixo é registrado. Ainda assim, não há cumplicidade, apenas observação e memória.
"O conhecimento é um farol na escuridão"

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