Então é Natal. Houve um tempo em que a noite natalina era tão mágica que até os animais deixavam suas tocas para contemplar o céu, em busca da estrela especial.
Mas os tempos mudaram. A humanidade, tomada por uma ganância desenfreada, tem apagado aos poucos o brilho que tornava o Natal encantador.
Hoje, algumas lojas começam a explorar essa data magnífica já em outubro, estendendo o consumo até novembro. E quando dezembro finalmente chega, o encanto parece ter se perdido no excesso.
Mesmo que a verdade nos liberte da ignorância e da mentira, o universo da fantasia não deve morrer. Hoje, a maioria das crianças já sabe que o Papai Noel não existe; muitas deixam seus pedidos nos bolsos dos pais ou nos sapatos das mães, esquecendo a janela.
A humanidade, em grande parte, ainda desconhece a infinita grandeza do cosmos. E haverá um tempo em que as crianças voltarão a pendurar suas meias nas janelas, acreditando novamente que o bom velhinho pode trazer um presente.
Ninguém saberá quando, mas acontecerá. O planeta, coberto por uma nuvem escura alimentada pela desesperança e pela falta de fé, verá surgir um guerreiro com uma espada de cristal. Ele dissipará a escuridão que envolve os terráqueos com seu manto de incertezas. Então, a luz clareará os caminhos da vida.
Mesmo que as gerações avancem no tempo, ainda serão pequenas diante do amor do Criador pela criação. É Natal: que possamos nutrir nosso espírito com amor, oferecer um sorriso, um presente, uma prece àqueles que já não têm esperança.
E ainda que o bom velhinho em seu trenó não exista, que nunca deixem de existir o amor e a esperança.
"O conhecimento é um farol na escuridão"

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