O número da sorte talvez esteja mais ligado à nossa sintonia com o universo do que às explicações da numerologia ou da astrologia. Acreditar na existência da sorte é essencial, mas antes de buscá-la precisamos reconhecê-la e acolhê-la, em vez de ignorá-la como tantas vezes fazemos. Poucas vezes agradecemos por uma conquista, preferindo atribuí-la apenas ao nosso esforço o que parece lógico, mas incompleto. Afinal, trabalho e sorte formam uma parceria poderosa e quase infalível.
Tique, a deusa grega da sorte, era representada por um leme, símbolo de sua função de conduzir os destinos do mundo. Como é comum à humanidade, essa ideia acabou recebendo interpretações vagas e, com o tempo, a sorte passou a ser vista sobretudo sob a ótica dos bens materiais. Assim, muitos passaram a associá-la à riqueza e ao acúmulo de posses, deixando em segundo plano valores essenciais como saúde e paz, que também são expressões genuínas da verdadeira fortuna.
O número da sorte, por vezes, está prestes a bater à nossa porta, mas em um instante de infelicidade alguém afirma não ter sorte. Muitas vezes essa percepção nasce de um vazio interior tão profundo que impede de enxergar a natureza instável do mundo, tão variável quanto a altura das ondas. A sorte, que estava próxima, ao ser negada, acaba se afastando novamente como se fosse ignorada por nós.
O segredo está em acreditar, persistir e compreender que não cabe a nós decidir o instante em que a sorte virá nos visitar. Pessoalmente, não creio que alguém seja capaz de revelar o número da minha sorte. Reconheço o valor dos estudiosos e de seus saberes, pois o conhecimento é farol na escuridão. Ainda assim, atribuo ao universo esse mistério. A sorte existe, não se fragmenta; e pode nos surpreender a qualquer momento.
"O conhecimento é um farol na escuridão"

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