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Milênios e milênios já passaram e a solidão continua sendo vista e tratada de forma injusta. A solidão é uma aliada e não uma inimiga, se tivermos a sabedoria para entende-la, veremos que ela é um doce para os dias amargos de nossas vidas.
Comparada a um punhal agudo, ela fere e faz doer muito, isso porque ainda não aprendemos a diferenciar entre a solidão,a tristeza, a saudade, ou até mesmo a angústia, e quando estamos carentes de amor ou uma companhia, nesse momento, em primeiro lugar surge o nome da doce solidão.
Precisamos ter frieza para entender, que a solidão é a base de uma futura felicidade, ela nos dá a oportunidade de ouvir o nosso eu, de forma ativa ou preventiva lhe mostrando seu caminho percorrido, ou seus futuros caminhos. Como pode ela ser tratada como se fosse uma vilã? Se ela se preocupa com todos nós.
Ela lhe magoa, lhe faz sofrer, seja por pouco ou muito tempo, mas que seja o suficiente para corrigir nosso comportamento, e que traduzam em sentimentos que promovam nossa felicidade. Todos nós precisamos da solidão, e feliz é quem a sente.
Quase todas as pessoas sentem medo dela, mas pela milenar insegurança, de que propriamente pelo perigo que ela possa  representar.
Em nossa evolução, ainda não entendemos a verdadeira mensagem passada por ela, doce solidão, precisamos dela sim, ela pode servir para filtrar, e reter o orgulho e o egoísmo, e nos preparar para uma vida nova.
Uma pedra em alto mar, parece solitária,mas não estar, junto a ela com certeza tem algum tipo de vida, a nossa solidão também não nos deixa, nos acompanha com muita coisa que não queremos, mas é essencial para ficarmos resistentes, e entendermos o porque dessa doce solidão.

Ass.  Maninho.

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