Na esquina da vida, todos tropeçam. Muitos caem e permanecem no chão, mas alguns, nem sempre os mais fortes, apenas os mais sábios, levantam-se e até sorriem da própria queda. O destino, incansável e incensato, brinca com todos nós; e se a regra é reagir e viver, precisamos aprender a brincar com ele também.
Eu, particularmente, sigo uma tática que tem me acompanhado ao longo da jornada: a parceria com o tempo. Sei esperar, sei jogar, e aguardo o instante certo para o contra-ataque. Reclamar não faz parte dos meus planos. Quem cultiva fé, esperança e confiança no tempo, descobre que a vitória chega, sempre no momento exato.
Às vezes penso que o conformismo é como uma erva daninha que insiste em nascer entre nossas plantações. O livre-arbítrio, essa dádiva que carregamos, é justamente o que nos permite escolher o caminho, culpar Deus ou o destino pode parecer o atalho mais fácil, mas será mesmo o mais lógico?
Na esquina da vida, muitas vezes precisei me reinventar e fingir que não doeu. Afinal, quem me derrubou queria me ver no chão. Mas, na maioria das vezes, eu me levantei, cantei um samba, sorri alto, fingi que nada havia acontecido, e renasci.
Os anos passaram, sem a força da juventude, mas com a experiência de um velho lobo na matilha continuo uivando baixinho e esperando a próxima lua cheia, acreditando que será mágica e iluminada, e que a essa luz possa clarear os caminhos do meu clã. E nesse velho lobo naõa existe mais desejo de vingança, apenas prece pela paz, mas se eu me assustar e cair, se eu quebrar uma das patas, me levanto com as outras três, e vou uivar para que o oniverso escute.
"O conhecimento é um farol na escuridão"

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