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Então é Natal

  Então é Natal . Houve um tempo em que a noite natalina era tão mágica que até os animais deixavam suas tocas para contemplar o céu, em busca da estrela especial . Mas os tempos mudaram. A humanidade, tomada por uma ganância desenfreada, tem apagado aos poucos o brilho que tornava o Natal encantador. Hoje, algumas lojas começam a explorar essa data magnífica já em outubro, estendendo o consumo até novembro. E quando dezembro finalmente chega, o encanto parece ter se perdido no excesso. Mesmo que a verdade nos liberte da ignorância e da mentira, o universo da fantasia não deve morrer. Hoje, a maioria das crianças já sabe que o Papai Noel não existe; muitas deixam seus pedidos nos bolsos dos pais ou nos sapatos das mães, esquecendo a janela. A humanidade, em grande parte, ainda desconhece a infinita grandeza do cosmos. E haverá um tempo em que as crianças voltarão a pendurar suas meias nas janelas, acreditando novamente que o bom velhinho pode trazer um presente. Ninguém saberá...

Papai Pássaro

  A natureza e sua fantástica beleza, enquanto o pai trabalhava na roça, um menino observava pássaros e aves em uma lagoa próxima, de repente surgiu uma ave com vários pés pendurados debaixo das asas. Ele correu e avisou ao pai: Papai ali tem uma ave diferente, tem muitos pés pendurados, será que ela vai conseguir voar? O homem riu e disse, vamos lá e me mostre. Ao chegarem ao local o homem identificou que era um papai jaçanã carregando os filhotes, possivelmente protegendo de algum predador. Sente aqui Filho vou lhe explicar. É um pai escondendo os filhos para que nenhum perigo aconteça com eles. -Papai, e aonde está a mãe deles? -Talvez esteja se alimentando, passou muito tempo no ninho e agora vai descansar um pouco. -Papai, quando meu irmão nasceu, mamãe banhava, alimentava, colocava pra dormir e nem descansava, quando ele dormia, ela ia fazer a janta, lavar pratos, e fazer outras coisas. Parece que essa ave aí não é desse mundo, ela se preocupa com o bem estar da outra. -...

Sobrando Espaço

  Sobrando espaço, o poeta percebeu que na casa sempre houve sobras, presenças silenciosas, como fantasmas que habitam nossas moradas sem que os vejamos ou sintamos, mas que coexistem sob o mesmo teto.   O espaço que sobra revela, na verdade a miopia de nosso olhar: enxergamos menos do que há. E quando essa percepção nos alcança, surge um vazio que parece não ter fim, um eco interminável dentro de nós. Então acontece a metamorfose : criamos asas e voamos em busca do que nos completa. E, no percurso, descobrimos que os espaços mais carentes de preenchimento são, na verdade o reconhecimento de nosso próprio valor.  Jamais estaremos sozinhos, sobretudo quando acreditamos na força de nossa superação . A vida, com seus desafios incessantes, nos conduz ao encontro da identidade que se revela na vitória  múltipla em formas diversas, mas sempre possível. Entre o que fui e o que sou existe um abismo que precisa ser atravessado e quase sempre o tempo é longo. A pressa em...